Estamos aqui para auxiliar nas suas dúvidas ou complementar seu conhecimento com novas informações para tornar tudo mais simples.

A seguir disponibilizamos nosso material completo e digital para SUPORTE AO PACIENTE:

Ou se preferir, consulte os principais pontos abaixo que trazemos com informações relevantes:

Para cada paciente, a quimioterapia pode ter diferentes reações, variando em frequência e intensidade.

Alguns sintomas duram pouco tempo após a aplicação de quimioterapia e outros podem durar todo o tratamento, persistindo, inclusive após o término.

A boa notícia é que a maioria desses desconfortos cessa com o término das sessões e ainda existem certos cuidados que podem reduzi-los, tornando o tratamento o mais tolerável possível.

A melhor conduta no tratamento é determinada pelo médico oncologista, que leva em consideração fatores como idade, sexo, peso, condição de saúde e histórico clínico, além das características próprias do tumor.

PIS/PASEP

O paciente que ainda não sacou o benefício deve procurar o órgão responsável, em se tratando do PIS, este pode ser retirado na Caixa Econômica Federal, já o PASEP deverá ser retirado no Banco do Brasil pelo trabalhador que for cadastrado no PIS/PASEP antes de 1988 e que tiver neoplasia maligna (câncer) na fase sintomática da doença, ou ainda, quem possuir dependente portador de câncer.

O paciente tem o direito de receber o saldo total de suas quotas e rendimentos. Base legal: Artigo 10 do Decreto nº. 78.276, de 17 de agosto de 1976 (alterado pelo Decreto 4.751, de 17 de junho de 2003); princípios da Lei 8.922, de 25 de julho de 1994 (permite a movimentação da conta vinculada do PIS/PASEP em caso de titular acometido com câncer); e condições estabelecidas na Resolução CD/PIS-PASEP nº. 01, de 15 de outubro de 1996.

Documentos exigidos pela Caixa Econômica Federal para saque do PIS: 

•    Carteira de identidade.

•    Carteira de trabalho.

•    Cartão PIS/Pasep ou comprovante de inscrição no PIS/Pasep.

•    Cópia de resultados e laudos de exames.

•    Comprovante de dependência, se for o caso.

•    Atestado médico com validade de 30 dias contendo as seguintes informações: Diagnóstico expresso da doença; estágio clínico atual da doença/paciente; CID – Classificação Internacional de Doenças; data, nome e CRM do médico com a devida assinatura.

Importante: o pedido também pode ser feito por procuração. Nesse caso, devem ser apresentados, além da procuração, o RG e o CPF do procurador.

Saque do FGTS

O trabalhador contratado sob o regime da CLT, toda vez que é registrado, passa a ter uma conta vinculada, onde o empregador deposita, mensalmente, uma parcela correspondente a 8% (oito por cento) do seu salário.

O saldo desta conta somente pode ser movimentado pelo trabalhador em situações excepcionais, taxativamente previstas em lei, sendo uma delas quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido de Neoplasia Maligna. Quem tem direito? O trabalhador com neoplasia maligna (câncer) ou qualquer trabalhador que tenha dependente com neoplasia maligna (câncer). Não é preciso estar com a Carteira de Trabalho registrada no momento da constatação da doença, bastando ter saldo na conta vinculada.

A liberação do benefício poderá ser requerida quantas vezes forem necessárias, persistindo os sintomas da doença.

Somente terá direito ao benefício o paciente que estiver SINTOMÁTICO, ou seja, COM OS SINTOMAS DA DOENÇA, NO EXATO MOMENTO DA SOLICITAÇÃO DO LEVANTAMENTO. Pacientes que estejam em acompanhamento da doença, mas que não estejam com os sintomas da doença (os chamados ASSINTOMÁTICOS), não terão seus saques autorizados pela Caixa Econômica Federal.

Base legal: Lei 8.922, de 25 de julho de 1994 (que alterou a redação do artigo 20, da Lei 8.036, de 11 de maio de 1990) e Decreto nº. 99.684, de 08 de novembro de 1990 (Normas Regulamentares do FGTS), artigo 35, inciso XI e artigo 36, inciso VIII.

Isenção do imposto de renda na aposentadoria

Pacientes com câncer ou com outras doenças consideradas graves têm direito à isenção do Imposto de Renda sobre os valores recebidos a título de aposentadoria, pensão ou reforma, inclusive as complementações recebidas de entidades privadas e pensões alimentícias, mesmo que a doença tenha sido adquirida após a concessão da aposentadoria, pensão ou reforma. 

Base Legal: artigo 35, inciso II, letra “b“, do Decreto 9.580 de 22/11/2018; artigo 6º, inciso II da Instrução Normativa da SRF nº. 1.500 de 29/10/2014; Instrução Normativa da SRF nº. 1.756 de 31/10/2017 e Solução de Consulta Interna nº 11 – COSIT/RFB, de 28/06/2012.

Um estudo realizado na Holanda e apresentado no congresso da ASCO (Sociedade Americana de Oncologia Clínica) identificou que pacientes que fizeram exercícios físicos supervisionados e que começaram a quimioterapia – esta, com intenção curativa, em pacientes não metastáticas – tinham uma melhora na qualidade de vida e redução na fadiga.

Sem dúvida, o bem-estar pela diminuição na cansaço e a melhora na qualidade de vida são fatores fundamentais para um ganho no quadro do paciente.

Aviso: qualquer prática de atividade física deve ser supervisionada e acompanhada junto com seu médico oncologista

Febre, náusea, vômito e diarreia

A febre pode ocorrer durante o tratamento e requer uma investigação imediata, pois pode ser sinal de uma infecção, resultado da queda de resistência. Já náuseas, vômitos e diarreia podem ser controlados com medicamentos específicos, conforme orientação médica.

Infecção

A infecção é uma complicação do tratamento que pode ocorrer devido à redução das barreiras de proteção do corpo (integridade da pele e das mucosas, por exemplo) e dos glóbulos brancos. Com menor número de leucócitos no sangue, o risco de invasão por agentes como vírus, bactérias, fungos e outros parasitas aumenta. A prevenção é a chave para combater essa possível complicação: cuide da pele, das unhas e da saúde bucal, evite locais fechados e aglomerados, evite contato com animais e pessoas que estejam com doenças contagiosas e conserve e prepare os alimentos de forma segura.

Queda de cabelo

A alopecia é característica de alguns medicamentos, que agem nas células que estão se multiplicando e crescendo. A célula do folículo piloso, que dá origem à estrutura do cabelo, quando sofre a ação da quimioterapia, se desprega e cai. Isso ocorre geralmente cerca de duas a três semanas após o início da quimioterapia e é completamente reversível após o término do tratamento. A queda de cabelo pode ser bastante rápida e muito impactante do ponto de vista emocional. É importante que a pessoa já tenha preparado antecipadamente sua estratégia para o efeito colateral: peruca, lenço, chapéu, bonés e protetor solar para esta área sensível e antes não exposta ao sol. O uso da touca de resfriamento, quando aplicada logo antes do início da quimioterapia, pode prevenir a queda dos cabelos, mas não é garantido. O médico oncologista precisa estar de acordo, uma vez que, em alguns tumores, há contraindicação ao seu uso da touca de resfriamento, como, por exemplo, nas leucemias, nos linfomas e em tumores que afetam o couro cabeludo.

Mucosite

As lesões na cavidade oral podem variar de uma leve vermelhidão até feridas graves. Um dos sintomas mais comuns é sentir a mucosa mais fina e sensível. É importante manter uma higienização adequada, utilizando escova de dentes de cerdas macias, creme dental suave e enxaguantes bucais sem álcool, para diminuir a proporção de agentes patogênicos como fungos, vírus e bactérias, além de proteger mais a mucosa.

Toxicidade do sangue

O sangue é composto pelos glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. Quando o tratamento atinge essas células, a queda de glóbulos brancos, por exemplo, baixa a resistência, aumentando o risco de infecções; a diminuição de glóbulos vermelhos leva à anemia e consequente cansaço; já com a queda das plaquetas, o risco maior é de sangramento.

Infertilidade

A infertilidade não acomete necessariamente todos os pacientes, pois depende muito da medicação e, na maioria das vezes, é reversível. Nos casos em que o risco é maior, existe a possibilidade de preservação de espermatozoides e óvulos. Para o homem jovem, ou que ainda quer ter filhos, a sugestão é a preservação do esperma. Para a mulher, não há taxas que mostrem se determinada quimioterapia oferece mais riscos que outra, mas também é possível optar pela coleta e preservação dos óvulos. Esses procedimentos devem ser discutidos com o médico, caso a caso, avaliando o tempo demandado para a coleta e preservação dos espermatozoides ou óvulos, além da possibilidade de uma fertilização posterior ao tratamento.

Inapetência

O tratamento pode induzir à falta de apetite e pode causar perda de peso, consequência de uma nutrição inadequada. Ingerir líquidos vagarosamente e se alimentar várias vezes ao dia e em quantidades menores amenizam esse quadro. A orientação nutricional deve ser específica para cada caso e supervisionada por um nutricionista especializado, pois alinhar as necessidades às preferências nutricionais do paciente é muito importante nesse contexto. A melhor conduta no tratamento é determinada pelo oncologista, que leva em consideração fatores como idade, sexo, peso, condição de saúde e histórico clínico, além das características próprias do tumor. No A.C.Camargo, uma equipe multidisciplinar, composta por oncologistas clínicos, cirurgiões oncológicos, farmacêuticos, nutricionistas e enfermeiros, atua avaliando e acompanhando cada caso a fim de minimizar ao máximo o desconforto do tratamento.

Evite a exposição ao sol durante o ano todo.

Lembre-se: no verão, a temperatura mais alta e o maior período de luz solar podem ser ainda mais prejudiciais, sobretudo em exposições prolongadas .

Aposte nos horários antes das 10h e depois das 16h.

Além do protetor solar, é indicado utilizar uma proteção (chapéus e lenços são uma boa pedida).